Não pretendo neste texto me posicionar a favor ou contra o uso das redes sociais para o compartilhamento de ideias, opiniões e informações de qualquer natureza. Acredito que o certo ou o errado depende do ponto de vista de cada um.
Tenho discutido com colegas de trabalho os exageros que ocorrem nas redes sociais e, especialmente, no Facebook. Coincidentemente, li uma reportagem em uma revista que sugeria modos ou padrões de comportamento nas redes sociais. Ao longo da matéria se discutia o que deve ou não ser publicado; o uso de jargões comuns nas redes (#ficadica e etc.); bem como a preocupação com a imagem a ser transmitida.
Concordo que várias pessoas utilizam as redes sociais para divulgação de conteúdos considerados impróprios ou agressivos por muitos. Porém, tenho a impressão de que se pretende que as redes sociais deixem de ser um meio de comunicação informal e descontraído para adquirir um status de seriedade e formalidade. É neste ponto que falamos em liberdade de expressão, no direito de ir e vir e, em última análise, de publicar o que se bem entender.
Percebo que esses meios de comunicação estão suprindo um espaço cada vez mais reduzido na sociedade. Que é o espaço da discussão, da crítica, da opinião sobre o que acontece e que nos afeta direta ou indiretamente. É também um espaço para dizer o que se pensa, por mais absurdo que possa parecer.
Percebo que esses meios de comunicação estão suprindo um espaço cada vez mais reduzido na sociedade. Que é o espaço da discussão, da crítica, da opinião sobre o que acontece e que nos afeta direta ou indiretamente. É também um espaço para dizer o que se pensa, por mais absurdo que possa parecer.
E o que a nossa mídia impressa, representada por estas revistas de grande circulação, propõe é que se use as redes sociais de forma discreta e ponderada... Após a leitura da reportagem fiquei pensando: Onde ou como vamos nos expressar, se a mídia não nos oferece espaço e ainda tenta moldar os espaços que temos disponíveis?
Fica a reflexão. Um abraço e até logo!